Passeata dos trabalhadores dos Correios no Rio de Janeiro

Asseembleia dos trabalhadores dos Correios em Brasília


Ecetistas tomam a Av. Rio Branco e fazem uma grande manifestação



Os trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro deram, nesta sexta (16), mais uma demonstração da disposição para continuar a greve até que a ECT apresente uma proposta decente. Eles fizeram uma grande manifestação, que percorreu toda Avenida Rio Branco até a Cinelândia. No percurso, os trabalhadores fizeram o enterro simbólico do presidente da ECT, Wagner Pinheiro.
A concentração começou a partir do meio-dia na Candelária. Aos poucos, ecetistas de diversos CDDs, das mais variadas cidades do estado do Rio, foram chegando. Representantes das centrais sindicais – CTB, CUT e Conlutas – também participaram da manifestação.
Em seguida, a categoria tomou a Avenida Rio Branco, no centro do Rio. Na abertura, uma grande faixa pedia o aumento real para a categoria, o que vem sendo negado pela direção da ECT.
Marcha fúnebre
Na Avenida tomada pelos trabalhadores, as palavras de ordem foram substituídas pelo som seco de uma batida do bumbo. Era o início da marcha fúnebre para o enterro do presidente da ECT, Wagner Pinheiro, seu assessor Adeílson, e o assessor da direção regional do Rio de Janeiro, Janjão. Os dois primeiros pela intransigência nas negociações, que foram interrompidas unilateralmente pela ECT. O terceiro por ser um ex-sindicalista que agora ocupa um cargo de chefia na empresa e tem, nesta greve, assediado funcionários a voltarem ao trabalho. O “enterro” virou uma festa, comemorado com fogos e muita alegria.
Representando a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB), Sônia Latge disse que a parlamentar levaria a pauta da categoria para Alerj, como forma de apoio ao movimento grevista.
Já na Candelária, os trabalhadores ocuparam as escadarias da Câmara Municipal, onde realizaram mais uma assembleia. Para o secretário-geral, Ronaldo Martins, a categoria continua cada vez mais forte na paralisação e “é o governo agora que deve correr atrás dos trabalhadores para resolver esse impasse”.
Uma nova assembleia será realizada na próxima segunda-feira (19), no CTP Praça de Guerra, às 10h, para analisar os encaminhamentos da paralisação.
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