LEILÃO DA AMAZÔNIA – VERGONHA INTERNACIONAL

Todo o material abaixo foi pesquisado no site www.amazonia.org.br, o melhor sobre os problemas da região amazônica. Devido ao desconhecimento generalizado sobre o que acontece na Amazônia, optei por fazer uma colagem de diversas matérias sobre a vergonhosa venda da nossa riqueza florestal,a fim de deixar bem explicitada a gravíssima situação já denunciada às autoridades brasileiras graças a atuação de deputadas do PCdoB. Espero que os dezessete leitores deste blog divulguem a denúncia, passem a amigos, dêem ressonância e amplifiquem algo que é criminosamente silenciado pela grande mídia.


















I

Parlamentares querem investigação de ONG britânica que compra terras na Amazônia - 05/07/2007

Luana Lourenço

Uma representação na Procuradoria da República no Distrito Federal denunciando ações da organização não-governamental (ONG) britânica Cool Earth foi apresentada pelas deputadas Vanessa Graziotin (AM) e Perpétua Almeida (AC), ambas do PcdoB.

A ONG é responsável por uma campanha internacional de arrecadação de dinheiro para compra de terras na Amazônia. E desde o início de junho divulga em sua página na internet o projeto de aquisição de áreas no Brasil e no Equador. Segundo a Cool Earth, o objetivo principal é evitar a destruição da floresta e, com isso, a liberação de grandes quantidades de gás carbônico (CO2) na atmosfera – a cada 4 mil metros quadrados de mata queimada, aproximadamente, são liberadas até 260 toneladas de CO2, afirma a Cool Earth.

O valor das doações varia entre 35 e 45 libras esterlinas, o equivalente a R$ 140 e R$ 180, por cerca de 2 mil metros quadrados de floresta e o pagamento pode ser feito com cartão de crédito. Como garantia de segurança na transação, a ONG oferece a possibilidade de acompanhamento do terreno por meio de mapas virtuais feitos com imagens de satélite.

A representação das parlamentares pede também que o Ministério Público Federal (MPF) investigue a atuação da Cool Earth, que estaria desrespeitando a soberania brasileira, com atuação ilegal em terras nacionais sem o consentimento das autoridades responsáveis. As deputadas argumentam que o parágrafo 4º do artigo 225 da Constituição Federal direciona ao MPF "as funções institucionais de proteger o patrimônio público e social, e o meio ambiente".

Para Perpétua Almeida, “é um desrespeito ao país, uma afronta à Constituição brasileira, que proíbe todo e qualquer tipo de ação de venda do patrimônio nacional". Ela destacou que "a Amazônia não é patrimônio mundial, pertence ao povo brasileiro”.

Nos próximos dias, segundo a assessoria, o procurador-chefe da República no Distrito Federal, Paulo José Rocha Júnior, designará um procurador para analisar a representação. Se o caso estiver sob a competência do Ministério Público, a investigação começará em seguida.

As parlamentares também encaminharam pedido ao Ministério das Relações Exteriores, para acompanhar e investigar a atuação de organizações estrangeiras na Amazônia.













II


Proposta da Cool Earth é desconhecida na Amazônia - 18/06/2007

Mariane Gusan

Nas últimas semanas, teve grande destaque a iniciativa da organização não-governamental britânica "Cool Earth" que estaria angariando fundos para a compra de lotes de território na Amazônia com o objetivo de diminuir a emissão de CO2 fruto do desmatamento da região. Segundo informações disponibilizadas pela própria entidade, esses lotes estariam localizados na região do Parque Estadual Cristalino I e II, no Mato Grosso, e o trabalho na região seria feito com a ajuda da ONG "Fauna and Flora International". Entidades que trabalham na região afirmam não ter conhecimento sobre a iniciativa e que, naquela região especificamente, não há como ocorrer compra ou venda de terrenos.

O Parque Estadual Cristalino é uma área de conservação e como tal não pode ser explorado comercialmente para quaisquer fins. Segundo informações do Instituto Centro de Vida (ICV), de Alta Floresta (MT), a parte sul do parque é formada por fazendas e assentamentos que forçaram o desmatamento até a beira do Cristalino. São áreas já desmatadas e não são consideradas áreas de floresta e por isso a sua compra ou venda não significaria qualquer possibilidade de preservação. Ao norte e no entorno da área, também se consideram escassas as possibilidades de compra de lotes para preservação, uma vez que a maior parte da região é sede de uma base da Força Aérea Brasileira.

Na última semana, agências de notícia do mundo inteiro citaram o sucesso do projeto da ONG britânica "Cool Earth" para ajudar a conter o desmatamento na Amazônia. A entidade pede doações a voluntários ingleses para a compra de terrenos na floresta amazônica com o fim de preservar sua biodiversidade natural. Segundo eles, cada meio acre preservado na região (cerca de dois mil metros quadrados de floresta) evitaria o despejo de cerca de 130 toneladas de gás carbônico na atmosfera. Na semana passada, a ONG anunciou que teria conseguido 20 mil doações.

Um voluntário pode colaborar com a compra de pelo menos meio acre ao preço de 45 libras, cerca de 170 reais. Segundo a ONG, cerca de 30% do total arrecadado será utilizado para a compra de terrenos, 10% na manutenção desses e o restante em apoio e atendimento às comunidades locais para que promovam a preservação da floresta. Segundo informações da BBC, a Cool Earth já seria "dona" ou responsável por cerca de dois mil hectares de terrenos no Brasil e seu objetivo é quadruplicar essa área no prazo de um ano.

Nenhum dos intermediadores da compra de terrenos ou parceiros da "Cool Earth" no Brasil foram encontrados para falar a respeito.


















III

Cool Earth será investigada por vender a Amazônia na web - 13/08/2007

Renan Albuquerque

A Subcomissão Especial do Congresso destinada a tratar de Questões Fundiárias e Agrárias na Região Amazônica, integrante da Comissão de Meio Ambiente do Congresso, presidida pela deputada federal Vanessa Graziottin (PC do B-AM), começa amanhã a recolher informações acerca da organização não-governamental Cool Earth, que desde 5 de junho está vendendo nacos da Amazônia pela internet. A meta é investigar a ação financeira da ONG, supostamente ilegal, com ajuda do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O comércio de terras acontece por meio do site http://www.coolearth.org/. Atualmente, 29.107 acres de áreas florestais, o que equivale a cerca de 110 mil quilômetros quadrados da Amazônia, já foram vendidos pela web. Esses territórios representam 65% do total de áreas amazonenses que hoje estão sendo disponibilizadas por meio do site, sendo que os demais 35% das terras à venda são oriundas de áreas do Equador. No Estado do Amazonas, esses territórios são regiões próximas ao Arco do Desmatamento, que abrange a área sul do Estado, onde o desflorestamento é maior. A investigação se dará no sentido de averiguar a titularidade das terras que estão sendo vendidas pela ONG. Pois, de acordo com dados divulgados pela subcomissão, somente pessoas ou instituições com nacionalidade física ou jurídica brasileira podem comprar terras na Amazônia, o que não é o caso da Cool Earth. A investigação será efetuada a partir da suposição de que o milionário sueco Johan Eliasch, dono da empresa de manejo madeireiro Gethal e arrendador de uma área de 160 mil hectares na Amazônia em 2005, esteja agenciando parte dos territórios florestais comercializados no site da instituição.

As áreas do Madeira, no Amazonas, que estão sendo vendidas pelo http://www.coolearth.org/, estão situadas nas comunidades de Ataninga, Democracia e Matauara, em Manicoré (a 333 quilômetros em linha reta de Manaus). Cada acre de terra dessas localidades é vendido a 70 libras (cerca de R$280). Ao internauta com menos recursos, é possível adquirir até meio acre, por 35 libras.

Com a venda da Amazônia pela internet, a Cool Earth estima que poderá ser gerada uma economia de 260 toneladas de carbono, a partir da não emissão de carbono na atmosfera. Todavia, até o momento não foram divulgadas pela prefeitura de Manicoré ações de sustentabilidade na região onde os acres de terras estão sendo vendidos. As populações continuam vivendo por seus próprios meios tradicionais, como caça e pesca de víveres.

A organização não-governamental (ONG) Cool Earth anunciou anteontem que 29 mil e 107 acres de terras (cerca de 110 mil quilômetros quadrados) amazônicas já estão aptos a ser comercializados pela entidade.

Segundo a instituição, a receita financeira agregada para consumar o ato, até o momento, já chega a 1,89 milhão de libras (cerca de R$ 7,5 milhões), montante o qual foi arrecadado por meio do site.

O projeto proposto pela Cool Earth ressalta que doadores internacionais, individualmente ou em grupo, podem “patrocinar a preservação da Floresta Amazônica” ao preço de 35 libras (cerca de R$ 140), adquirindo meio acre de terras, o que equivale a 2 mil metros quadrados de mata, ou então pagando 70 libras por um acre amazônico.

Cabe ressaltar que o problema da Cool Earth hoje investigado pela “comissão verde” da Câmara nunca começou a ser discutido na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas. O Partido Verde local, que possui como representante na ALE o deputado estadual Ângelus Figueira, nunca se posicionou sobre o assunto.











IV

Cool Earth vende áreas de manejo de Manicoré - 28/06/2007

Renan Albuquerque

As áreas pertencentes ao Amazonas que a organização não-governamental (ONG) Cool Earth vem anunciando como aptas a ser comercializadas pela entidade são oriundas de planos de manejo e, em tese, não poderiam estar envolvidas em processos comerciais. A informação foi repassada ontem, ao Em Tempo, por uma fonte que antes trabalhava em cargos executivos dentro da empresa Gethal, a qual foi envolvida em uma transação financeira feita pelo milionário sueco Johan Eliasch (foto) dentro do Amazonas. Apesar do temor das retaliações por parte do sueco, a fonte confirmou que Eliasch é um dos grandes investidores da Cool Earth e que em 2005 comprou uma área de 160 mil hectares no município de Manicoré (distante 421 quilômetros de Manaus) — antes pertencente à Gethal — para usar o território dentro das negociações que a ONG britânica vem realizando via http://www.coolearth.org/.

Os territórios amazonenses postos à venda pela Cool Earth são apenas parte dos 27 mil e 34 acres de terras amazônicas (cerca de 108 mil quilômetros quadrados) que a ONG está anunciando como já comercializadas no mercado internacional de seqüestro de carbono, segundo levantamento feito até às 18h de ontem. Esses territórios representam 65% do total de áreas amazonenses vendidas por meio do site, sendo que as demais 35% são oriundas de áreas do Equador. No Estado do Amazonas, esses territórios são regiões próximas ao Arco do Desmatamento — que abrange a área sul do Estado.

Conforme o ex-executivo da Gethal, que informou os dados para o Em Tempo, um representante de Eliash chega a Manicoré amanhã para avaliar as terras que estão sendo vendidas pelo endereço eletrônico da ONG. A meta do preposto do milionário sueco também seria fazer medições territoriais para que a quantidade de acres vendidos na internet pela Cool Earth não ultrapassasse a área disponível dentro do município — que antes de ser negociada a Eliasch estava sendo utilizada em um extenso plano de manejo florestal da Gethal, o qual foi sufocado pelo sueco.

A fonte ainda ressaltou que o prefeito de Manicoré, Emerson Pedraça (PMDB), estaria envolvido em negociações com Johan Eliasch. Sobretudo no que tange à divisão de percentuais arrecadados com a venda de terras via o site http://www.coolearth.org/. Isso porque dados especificados pelo ex-executivo da Gethal enfatizam que um sexto de 60% do faturamento que a Cool Earth está conseguindo com a venda de territórios na região do Madeira pela web podem ser destinados a Pedraça. E justamente essa negociação seria o tema principal do encontro do representante de Eliasch com o prefeito de Manicoré, amanhã. A reportagem tentou falar ao telefone com Pedraça, mas não obteve resposta.

A negociação em Manicoré

As áreas do Madeira são referentes às comunidades de Ataninga, Democracia e Matauara, territórios que estão sendo vendidos a 35 libras o meio acre de terra. A ONG estima, ainda segundo dados veiculados na página eletrônica dela, que a comercialização de terras na Amazônia poderá gerar, por acre, um volume de 260 toneladas de dióxido de carbono retido, a partir da preservação do espaço natural, o que geraria seqüestro de CO2. Cerca de 800 espécies florestais, segundo o site, também estariam sendo preservadas por acre comprado por meio das doações.

No entanto, essa sugerida ação positiva de Eliasch pode estar comprometida porque, de acordo com o ex-executivo da Gethal, parte da área do Madeira (Ataninga, Democracia e Matauara) já está desflorestada — ao contrário do que se observa na propaganda da coolearth.org, que anuncia uma área “com produção local sustentável”. Além disso, Manicoré é uma das regiões que integram o Projeto de Gestão Ambiental Integrada do Amazonas, desenvolvido no âmbito da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS).

Palavra da SDS

O líder do governo na Assembléia Legislativa, Sinésio Campos (PT), e o secretário de Planejamento do Estado, Denis Minev, enfatizaram na terça-feira desta semana a questão da necessidade da soberania amazônica frente ao comércio da floresta pela internet. Ontem, foi a vez do secretário da SDS, Virgílio Viana, dar sua opinião acerca das atividades da Cool Earth. Segundo ele, as ações da ONG estão apenas no plano subjetivo e não representam ameaça real. Questionado sobre a falta de preocupação do Estado perante o comércio de acres amazônico na web, Viana afirmou que “a SDS pode intervir, mas por enquanto não há nada de objetivo (na ação da ONG britânica)”.

Sobre a Cool Earth

A organização não-governamental (ONG) Cool Earth anunciou anteontem que 27 mil e 34 acres de terras (cerca de 108 mil quilômetros quadrados) amazônicas já estão aptos a serem comercializados pela entidade. Segundo essa instituição, a receita financeira agregada para consumar o ato, até o momento, já chega a 1,89 milhão de libras (cerca de R$ 7,5 milhões), montante o qual foi arrecadado por meio do site http://www.coolearth.org/.

O projeto proposto pela Cool Earth ressalta que doadores internacionais, individualmente ou em grupo, podem “patrocinar a preservação da Floresta Amazônica” ao preço de 35 libras (cerca de R$ 140), adquirindo meio acre de terras, o que equivale a 2 mil metros quadrados de mata, ou então pagando 70 libras por um acre amazônico.

Sobre Eliasch e a Gethal

A Gethal Amazonas foi a primeira empresa em todo o mundo a produzir produtos compensados de madeira tropical certificados pelo FSC, chamado “selo verde”. Em 2000 os acionistas do grupo decidem pela venda do controle da empresa para o fundo Brazilian Forestry Fund Investiments, gerenciado pela administradora de recuirsos ambientais Renewable Recourses, dos EUA. Os novos controladores implantaram então um plano de investimentos nas áreas industrial e florestal, em Manicoré.

Essa proposta durou cinco anos, até que Johan Eliasch negocia a compra da área, em 2005, sem anular, entretanto, os planos de manejo da região, mas pondo à venda na internet, pelo http://www.coolearth.org/, toda a área, com promessas ao prefeito de Manicoré de que doaria parte do dinheiro arrecadado aos comunitários de três assentamentos existentes no local, Ataninga, Democracia e Matauara.



V

ONG que promete comprar terra na Amazônia recebe 20 mil doações - 14/06/2007

Denize Bacoccina e Edson Porto

Cool Earth diz que irá usar imagens de satélite para preservação Vinte mil pessoas fizeram doações na primeira semana de campanha do site da ONG Cool Earth, que promete proteger e comprar terras na Amazônia. A iniciativa foi lançada no dia 5 de junho com apoio de várias personalidades e entidades ambientalistas britânicas.

O valor total das doações realizadas não foi revelado pelos representantes do projeto. Segundo eles, doadores de maior porte fizeram aportes diretos, sem entrar no site, que ainda estão sendo contabilizados.

O projeto propõe que os doadores patrocinem, por 35 libras (cerca de R$ 140), meio acre de terra – o equivalente 2 mil metros quadrados de mata -, embora seja possível fazer doações menores.

Manutenção - De acordo Mathew Owen, diretor da ONG, o dinheiro arrecadado tem dois destinos. O primeiro é investir na preservação de florestas que já estão protegidas ou que já são de propriedade da entidade ou de parceiros. Um segundo destino da receita é a compra de terras.

Segundo a Cool Earth, o objetivo principal é evitar a derrubada da vegetação e, com isso, a liberação de toneladas de CO2 na atmosfera – segundo o próprio projeto, cada acre de floresta queimado libera até 26 toneladas de CO2.

Os representantes da campanha acreditam ser preciso convencer as comunidades nas “regiões em risco” que é melhor preservar a floresta do que destruí-la.

“O que realmente estamos tentando fazer é simplesmente criar um mecanismos para a geração de recursos e colocar esse dinheiro nas mãos das comunidades nas florestas tropicais para assegurar que eles consigam um melhor nível de vida mantendo a floresta de pé”, disse Owen.

A Cool Eath afirma que colocará todas as propriedades compradas no nome de instituições locais e que irá apenas administrar as propriedades por um sistema de arrendamento por um período inicial de dez anos.

Ingenuidade? - Embora o apoio do público tenha sido grande, alguns ambientalistas e especialistas brasileiros acreditam que o projeto tem problemas sérios.

O diretor-geral do Serviço Florestal do Ministério do Meio Ambiente, Tasso Azevedo, considerou “inocente” a campanha. “A floresta não está à venda”, afirmou Azevedo. Ele disse que a Lei de Gestão de Floresta Pública, em vigor desde o ano passado, proíbe a venda de qualquer área na floresta que já não tenha títulos de propriedade privada.

Para especialistas, comprar terra na Amazônia 'é ingenuidade' - “Quando alguém diz que está comprando área na Amazônia, existe uma grande probabilidade de ser uma área pública”, diz Azevedo. “Este tipo de solução não ajuda, ela ilude”, afirmou.

O ambientalista Paulo Adario, coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, também considera “ingênua, embora bem intencionada” a campanha.

“É uma visão de pessoas bem intencionadas, mas que desconhecem a complexidade do local”, afirmou Adario, que vive em Manaus, onde fica o escritório regional do Greenpeace que cuida da Amazônia.

Ele diz que o processo de grilagem de terras públicas na região foi tão intenso que é muito difícil hoje em dia conseguir grandes extensões de terras com documentação legal.

“Não existem grandes áreas de terra à venda com documentação razoável. A questão da propriedade de terras na Amazônia é um pesadelo”, afirmou.

15 mil acres - Os integrantes do Cool Earth afirmam estar conscientes dessas dificuldades. Um dos idealizadores da campanha é o milionário sueco Johan Eliasch, que em 2005 comprou uma área de cerca de 160 mil hectares na Amazônia para preservação e foi alvo de muitas críticas.

Mathew Owen, da ONG, disse que as terras do milionário sueco não estão incluídas no projeto e que o foco principal no Brasil não é comprar terras novas, mas principalmente ajudar as comunidades a preservá-las.

“Nosso principal objetivo é investir na manutenção”, afirmou Owen. Segundo ele, cerca de 10% dos recursos arrecadados devem ser gastos em administração e 30% em compra de novas terras. “O restante (os outros 60%) será investido nas comunidades locais”.

A ONG afirma que detém – diretamente ou por meio de parceiros – 5 mil acres no Brasil (o equivalente a 2 mil hectares) e que pode comprar mais 15 mil acres (8 mil hectares) no prazo de um ano.


















VI

Executive warms to his new role: The climate fixer - 12/04/2007

Fonte: The Wall Street Journal

Link: http://www.wsj.com/

Matt Moffett

Deep in the rain forest, Johan Eliasch, the Swedish-born executive who revived sports-equipment maker Head NV, was inspecting his latest turnaround project. Peering under a wooden trellis, he examined hundreds of tiny seedlings that will be planted on land he now owns. Trees act as a kind of sponge for carbon dioxide, the most prevalent of the gasses contributing to global warming.

In 2005, Mr. Eliasch bought titles to about 400,000 acres here, an area twice the size of New York City. He shut down a timber-cutting operation and plywood plant, and planted trees, motivated, he says, by what he considers slow progress in tackling climate change. "Things needed to be stirred up a bit," he says.

He certainly succeeded in doing that. Some local environmentalists say he's a dilettante dabbling in "green colonialism." Many Brazilians have charged that he's the latest in a long line of foreigners with designs on their natural resources. Mr. Eliasch's conservation project, meanwhile, has put some locals out of work.

Sounding the alarm about a foreign plot to take over the rain forest, a senator from the Amazon, Arthur Virgilio, delivered a speech in Brazil's Congress in which he called Mr. Eliasch "audacious and unbalanced."

After the stink caused by his first efforts, Mr. Eliasch has tried to bring Brazilians into his corner, with some success. He's trying to get off the ground two more-ambitious projects under the umbrella of a group dubbed "Cool Earth." One would enable regular citizens to invest in preserving chunks of the rain forest; another would use financial derivatives to encourage companies to back environmentally friendly projects.

Mr. Eliasch, 45 years old, has a personal fortune estimated at $700 million, a yacht and an influential post as deputy treasurer of the U.K.'s Conservative Party. He's not many people's idea of a tree-hugger. But his work in the Amazon has plunged him deep into a debate over what role individuals - especially wealthy ones - should play in developing solutions to environmental problems. While non-governmental groups have long purchased land, private citizens from the late "Crocodile Hunter" Steve Irwin in Australia to Mr. Eliasch in the Amazon, are increasingly stepping into the breach.

Many Brazilians have said Mr. Eliasch should spend time helping fix problems at home, such as vehicle emissions, before embarking on adventures overseas. Mr. Eliasch says he treats the global ecology as though it were a distressed company - "a big loss-making carbon enterprise," as he puts it. If rain-forest destruction could be slowed, Mr. Eliasch argues, that would buy time for wealthier countries to clean up their industrial and energy systems.

"It's like any turnaround or restructuring situation," he said, machete in hand, as he strolled across land where he's planted 200,000 trees. "You look where you can have the biggest impact in the short term and stem the losses." He chalks up the cool reception from other environmentalists to turf battles.

Many scientists and environmentalists view the rain forest as a neglected front in the battle against climate change. Trees absorb and store carbon dioxide, yet each year, a swath of forest the size of Portugal is destroyed around the world, according to the World Bank. The big danger comes if trees are burned, which causes them to unleash that stored carbon. According to the Stern Review on the Economics of Climate Change, a report commissioned by the British government, deforestation accounts for nearly one fifth of global greenhouse-gas emissions, more than transport.

Pushing for change as an outsider isn't easy. Wary Brazilians note that the Amazon has long been a magnet for foreign tycoons with extravagant schemes. In the 1930s, Henry Ford tried creating the world's largest rubber plantation in an Amazon village dubbed Fordlandia. The project was sunk by American managers who insisted on a 6 a.m. to 3 p.m. workday despite the heat. Beginning in the 1960s, billionaire U.S. shipping magnate Daniel Ludwig tried building a vast eucalyptus plantation in the Amazon to gain a stranglehold on the global paper market. It was scuttled by operating difficulties and a political backlash.

Jeff Langholz, associate professor at the Monterey Institute of International Studies, says Mr. Eliasch represents a new band of activists he approvingly calls "conservation cowboys," independent operators riding to the rescue of habitats and species.

The earliest proponents focused more on conservation than global warming. In the 1990s, J.A. Bruckner, an engineering executive and farm-owner in Namibia, convinced his neighbors to integrate their properties into a wildlife preserve that's now the size of greater London. In Queensland, Australia, Terri Irwin, the widow of the late TV personality Mr. Irwin, helps oversee wildlife sanctuaries on 90,000 acres.

In Patagonia, by contrast, there's been a backlash against foreign preservationists. Douglas Tompkins, who built apparel maker Esprit de Corp., and his wife, Kristine McDivitt, former CEO of clothing chain Patagonia Inc., have spent a chunk of their personal fortune buying acreage in southern Argentina and Chile.

In response, Latin American politicians have accused the pair of having CIA links and plotting to seize fresh-water reserves. Last year, a left-wing Argentine congresswoman launched an unsuccessful bid to expropriate their Argentine land holdings. The Tompkins decline to comment.

Environmental activism represents a new direction for Mr. Eliasch, grandson of G.A. Svensson, a notable Swedish real-estate entrepreneur who barred his descendants from receiving their inheritance until they turned 50. Mr. Eliasch hasn't needed his grandfather's money.

After obtaining degrees in business and engineering in Sweden, he worked in London during the 1980s at a firm that overhauled troubled shipping and energy companies. Mr. Eliasch started his own company, and in 1995 acquired the financially ailing Head from the Austrian government for $1 million plus the assumption of more than $300 million in debt.

Mr. Eliasch cut costs, introduced new products, such as titanium tennis rackets, and exhibited a flair for promotion. In 1998, he was the forerunner - the skier who makes a first test run - on the stomach-churning course used for the Hahnenkammrennen race in Kitzbuhel, Austria, one of the biggest events in skiing.

Head is now one of the world's largest manufacturers of skis and the second-largest producer of rackets after Wilson Sporting Goods Co. Mr. Eliasch has become prominent in sporting and social circles, golfing at British Open qualifiers, cutting business deals with athletes including U.S. Olympic skier Bode Miller and partying with the U.K.'s Prince Andrew.

His focus on the Amazon started after he grew worried about the European ski season, whose recent poor state Mr. Eliasch chalks up to global warming. The lack of snow has been bad for business at Head, which counts on winter sports for nearly half of its revenue. In a February conference call with analysts, Mr. Eliasch attributed a decline in fourth-quarter winter sports revenue to "probably the worst snow conditions we ever knew." While concern about the impact of global warming is growing, scientists can't say for sure whether Europe's recent mild winters are caused by climate change or natural weather cycles.

Mr. Eliasch visited Brazil for the first time five years ago. In 2005, Mr. Eliasch bought a plywood plant owned by Gethal Amazonas, a logging company in turn owned by GMO LLC, a Boston investment fund. He also acquired title to forest acreage in the area. Mr. Eliasch won't reveal the price.

"I think (Mr. Eliasch) made the correct assessment that he can produce results faster," than the government alone, says William Cohen, Secretary of Defense during the Clinton administration and a member of Head's supervisory board, a European-style board of directors.

Mr. Eliasch owns title to several parcels, not all contiguous, clustered around the rugged river town of Manicore. The surrounding jungle boasts an unusually rich variety of tree species, including Acai palms, with their dark purple berries, and Bellaco-Caspi, whose bark can be used as a pain reliever. Mr. Eliasch says he's traveled there three or four times, leaving daily oversight to managers who used to work for the timber company.

By his measure, Mr. Eliasch's land purchases have preserved around 80 million tons of carbon - that's the amount that would be released if all his lands were forested and burned - equivalent to almost half the U.K.'s annual carbon emissions. Estimates for how much carbon is stored in the rain forest can vary greatly depending upon the region and method used. Mr. Eliasch's figures reflect assumptions on the high end of the possible range.

The businessman has also discovered that the Amazon can be an administrative nightmare. In a kind of rain-forest Catch-22, Mr. Eliasch says about a quarter of his titles aren't formally registered - that means they're open to dispute - because there's no registrar's office specified by law.

Last year, Mr. Eliasch's managers found about 30 loggers working on his land who claimed indigenous status. Mr. Eliasch says they were mostly "fake Indians" who had painted themselves in an effort to avoid prosecution. Local police aren't authorized to deal with indigenous affairs, which are regulated on a federal level. To get rid of the ersatz Indians, Mr. Eliasch's manager let them keep some of the trees they felled and helped them find work elsewhere.

Northeast of Mr. Eliasch's land, in the town of Itacoatiara, the plywood plant is now closed and 600 ex-workers are scrambling for a living. "Instead of thinking so much about the forest, (Mr. Eliasch) should be worried about people," says general-store owner Raimundo Almeida. He says his sales have fallen 20 percent since the factory closed.

Recently, Darcy Perreira Macedo, a former plant worker, was repairing holes in his fishing nets, his source of income since getting laid off. The catch hasn't been good lately; he's run up a huge debt at the grocery store. "Other people are more desperate than me," Mr. Macedo says.

Mr. Eliasch says he gave the laid-off employees severance packages that went beyond what was required under Brazil's worker-friendly labor law. After Mr. Eliasch flew into Manicore's ramshackle airport in January for a get-to-know-you session with local authorities, Manicore Mayor Emerson Franca asked him to fund a public-works program to upgrade housing and water. "We've been forgotten by everyone and are absolutely counting on the Swede," Mayor Franca says.

Back in the U.K., Mr. Eliasch was getting encouragement to expand his project. In March last year, Frank Field, a Labour member of parliament, contacted Mr. Eliasch to ask how he could sponsor a few acres of jungle himself. Mr. Field says the two men, who hail from competing political parties, at once decided to "leapfrog the clanking machinery of government." They formed an organization, Cool Earth, which would allow regular citizens to contribute to rain-forest land purchases. When word of the group came out last year, more than 6,000 citizens contacted Mr. Field seeking to participate.

Cool Earth suffered a setback in October when Britain's Environment Secretary was quoted in the British press talking about the planned "privatization" of the rain forest - a loaded word during a Brazilian presidential election. Incumbent leftist Luiz Inacio Lula da Silva was running as the anti-privatization candidate. (A U.K. Environment Department spokesman denied there was any such plan.)

In the ensuing diplomatic dustup, Brazilian officials said citizens of wealthy nations should clean up plants at home rather than encroach on territory abroad. "The Amazon is not for sale," said an op-ed in a Sao Paulo paper under the names of Brazil's foreign, science and environment ministers.

Mr. Eliasch launched a campaign of personal diplomacy with officials in Amazonas, the state where his property is located. He won their blessing by promising to involve locals in preservation projects. Mr. Eliasch "is creative, innovative, and has access to new partners in the business community," says Virgilio Viana, Amazonas's Harvard-trained environmental minister, who was initially skeptical of the entrepreneur.

But the group is yet to launch its first venture. "When it actually comes down to getting these projects off the ground, it's much harder than you ever imagined," says Evan Bowen-Jones, Americas Program Director for Fauna and Flora International, a 104-year-old London-based conservation group. He's been discussing a possible partnership with Cool Earth to preserve land threatened by farmers and ranchers.

Cool Earth is also trying to draw capital from corporations and professional investors. Many companies, in particular those in the European Union, have to comply with emissions caps. They can meet their obligations in two ways: Either they can clean up their factories or they can buy or earn exemptions called carbon credits. Credits can be earned by funding projects in poorer countries. They can also be bought, like coffee or orange-juice contracts, on international exchanges, where pollution has been turned into a commodity.

But the Kyoto Protocol, the treaty under which most industrialized countries pledged to reduce emissions, doesn't recognize preserving the existing rain forest as a way to earn a carbon credit. Kyoto's framers feared that activity halted in one part of the rain forest might simply shift to a different part. They also worried that rain-forest credits might divert attention from cleaning up fuel and industry.

Environmentalists and some governments have been growing more receptive to the idea of rain-forest credits. Wagering that Kyoto will eventually be amended, Cool Earth is preparing to launch a derivative linked to "avoided deforestation" later this year on the Chicago Climate Exchange.

Richard Sandor, founder and chairman of the Chicago exchange, says the derivative is a promising idea on which Mr. Eliasch is "on the forefront." Others, however, have a wait-and-see attitude. "It takes time to determine who is doing serious work and who is just an adventurer," says Enrico Bernard, Amazon project manager for Conservation International, a large environmental group.




















VII

ONG recebe doações para comprar terra amazônica - 05/08/2007

Denize Bacoccina e Edson Porto

Mais de 20 mil pessoas fizeram doações na primeira semana de campanha do site da ONG Cool Earth, que promete proteger e comprar terras na Amazônia. A iniciativa foi lançada no inicio do mês de junho com apoio de várias personalidades e entidades ambientalistas britânicas.

O valor total das doações realizadas não foi revelado pelos representantes do projeto. Segundo eles, doadores de maior porte fizeram aportes diretos, sem entrar no site, que ainda estão sendo contabilizados.

O projeto propõe que os doadores patrocinem, por 35 libras (cerca de R$ 140), meio acre de terra - o equivalente 2 mil m² de mata -, embora seja possível fazer doações menores.

Manutenção

De acordo Mathew Owen, diretor da ONG, o dinheiro arrecadado tem dois destinos. O primeiro é investir na preservação de florestas que já estão protegidas ou que já são de propriedade da entidade ou de parceiros. Um segundo destino da receita é a compra de terras.

Segundo a Cool Earth, o objetivo principal é evitar a derrubada da vegetação e, com isso, a liberação de toneladas de CO2 na atmosfera - segundo o próprio projeto, cada acre de floresta queimado libera até 26 toneladas de CO2.

Os representantes da campanha acreditam ser preciso convencer as comunidades nas "regiões em risco" que é melhor preservar a floresta do que destruí-la.

"O que realmente estamos tentando fazer é simplesmente criar um mecanismos para a geração de recursos e colocar esse dinheiro nas mãos das comunidades nas florestas tropicais para assegurar que eles consigam um melhor nível de vida mantendo a floresta de pé", disse Owen.

A Cool Eath afirma que colocará todas as propriedades compradas no nome de instituições locais e que irá apenas administrar as propriedades por um sistema de arrendamento por um período inicial de dez anos.

15 mil acres

Os integrantes do Cool Earth afirmam estar conscientes dessas dificuldades. Um dos idealizadores da campanha é o milionário sueco Johan Eliasch, que em 2005 comprou uma área de cerca de 160 mil hectares na Amazônia para preservação e foi alvo de muitas críticas.

Mathew Owen, da ONG, disse que as terras do milionário sueco não estão incluídas no projeto e que o foco principal no Brasil não é comprar terras novas, mas principalmente ajudar as comunidades a preservá-las.

"Nosso principal objetivo é investir na manutenção", afirmou Owen. Segundo ele, cerca de 10% dos recursos arrecadados devem ser gastos em administração e 30% em compra de novas terras. "O restante (os outros 60%) será investido nas comunidades locais".

A ONG afirma que detém - diretamente ou por meio de parceiros - 5 mil acres no Brasil (o equivalente a 2 mil hectares) e que pode comprar mais 15 mil acres (8 mil hectares) no prazo de um ano.













VIII

Vendas de terras preocupa comissão - 21/06/2007

Local: Manaus – AM

Fonte: Jornal do Commercio

Link: http://www.jcam.com.br/

Diante de matérias publicadas na imprensa nacional e internacional, onde a Organização Não Governamental Cool Earth está arrecadando recursos para a compra de terras na Amazônia, as deputadas Vanessa Grazziotin (PC do B/AM) e Perpétua Almeida (PC do B/AC) apresentam ontem, em reunião ordinária da Caindr (Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional) requerimento solicitando que órgãos públicos investiguem a ação da ONG.

O Ministério das Relações Exteriores já foi contatado e o secretário-geral das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães Neto propôs reunião com a Caindr para tratar do assunto e ir à fundo nas investigações.

Segundo informações veiculadas na imprensa na primeira semana 20 mil pessoas fizeram doações em dinheiro para a ONG no intuito de proteger e comprar terras na floresta Amazônica.

De acordo com o projeto proposto pela Cool Earth, os doadores devem patrocinar 35 libras (cerca de R$140,00), meio acre de terras, o que equivale 2 mil metros quadrados de mata.

Um dos idealizadores da campanha é o sueco Johan Eliasch, que em 2005 comprou uma área de cerca de 160 mil hectares na Amazônia para preservação e foi alvo de muitas críticas.

Parte das terras comercializadas, explica o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), são propriedades com títulos irregulares e também com litígio na justiça.

















IX

A salvação da Amazônia – 11/10/2006

Fonte: BBC - British Broadcasting Corporation

Link: http://www.bbc.co.uk/

Ivan Lessa

Estão vendo? Nem foi preciso recorrer aos préstimos globo-concertais de Bob Geldorf ou Bono. A Amazônia está com seu futuro garantido. Lá só vai ficar valendo o que lhe é natural: índio, bicho e ave.

Os gananciosos, atrás de um mogno ou inaugurar fazenda com piscina e sauna, vão ficar a ver seus navios petroleiros enquanto o sol se põe lá por trás dos Dois Irmãos, no Rio. Ou tomando banho de cachoeira nas Maldivas.

Amazônia? Babau, seus bocós de mola, para empregar um termo dos mais ofensivos que só os mais velhos, feito eu, e safados, também feito eu, sabem usar.

Viraram, mexeram e, sem tocar numa araucária ou mico-leão-dourado, chegaram a uma boa solução. Ou, pelo menos, início de solução. O importante é dar o pontapé inicial. E não precisa ser em posseiro ou índio corrupto bêbado.

A solução é informática, como não poderia deixar de ser nestes dias cibernéticos que se deletam um após o outro. Mais: a idéia criou raízes, e agora as espalha, aqui no Reino Unido, onde floresta tropical, principalmente sendo amazônica, goza de tanta popularidade quanto uma banda nova de rock.

Amazônia sem fronteiras


O que vai haver é o seguinte: um ex-membro do governo Labour, Frank Field, aliou-se àquilo que é vulgarmente conhecido como um “benfeitor” (do outro partido, o Conservador) e, juntos, vão vender lotes pela Internet.

O esquema bolado por Field e o “benfeitor” (tiremo-lo do injusto anonimato) conservador, lato sensu, Johan Eliasch, oferecerá ao público pagante, a oportunidade de adquirir, a preços módicos, pequenas áreas, ou lotes, da Amazônia.

Um artigo numa publicação tradicional de esquerda, a New Left Review (não pode ser de direita com esse nome), informa que o projeto, que batizaram de “Cool Earth”, dará a todos, que assim o quiserem, a oportunidade de passar por cima das complicadas burocracias governamentais.

Confesso que não me agrada essa história toda. A começar pelo nome. Não se faz gracinha com essas coisas. Principalmente coisa desse tamanhão e importância.

Chamar de “Cool Earth” é querer dar dois recados com duas palavras: que é bacaninha se aventurar nessas terras, que é uma forma de se evitar o aquecimento mundial.

Além do mais, vão colocar – ou tentar colocar – microfichas naquelas árvores todas, como se fossem cachorros, de forma que um satélite possa localizar uma parte individual da floresta, mostrando-a em nossos laptops mediante a digitação de um código.

A maior parte das pessoas quer é ver mulher pelada em seus laptops ou jogatina em seus laptops e não árvores, por mais imponentes que sejam.

Não param aí minhas objeções. Fiquei uma fúria quando soube que o multimilionário conservador, e Conservador, já comprou mais de 16 mil metros quadrados de floresta amazônica. Comprou de uma companhia madeireira, com o objetivo expresso de proteger fauna e flora da região.

Podem me chamar de cínico, mas desconfio de todo multimilionário, além do mais conservador e Conservador. Multimilionário só chegou lá devido à sua pouca intimidade com o altruísmo.

Por fim, e por uma vez na vida, desfraldo nos ares de South Kensington meu imaginário lábaro estrelado e berro em português mesmo, mas com legendas em inglês, “A Amazônia é nossa! Vão salvar baleias, pascácios!”












Eis parte da propaganda exibida no site http://www.coolearth.org/. Entre e confira você mesmo o gravíssimo atentado à soberania nacional.

Awacachi Corridor

Each unit you buy secures protection for half an acre of endangered rainforest and keeps 130 tonnes of CO2 safely locked up.

The rainforest of Ecuador has amongst the highest levels of biodiversity found anywhere on the planet. The Awacachi Corridor is a key strategic site that along with existing reserves, protects eastward destruction of unique rainforest. Working with local partners, Cool Earth is securing this corridor of land by investing in local community development that values forest conservation above forest destruction.

By sponsoring an acre of the Awacachi Corridor you will plug a gaping hole in the defences of the Ecuadorean rainforest.

Democracia

Each unit you buy secures protection for half an acre of endangered rainforest and keeps 130 tonnes of CO2 safely locked up.

Next to the busy Rio Madeira (or Wood River) lies an arc of deforestation that is destroying some of the world's richest stores of forest carbon. Hand in hand with local partners, Cool Earth is securing forest once held by logging concessions and opening it up to rubber tappers and harvesters of forest produce. By investing in sustainable local production, we are helping to price destruction out of the market.

For just £70 we will lock up 260 tons of carbon dioxide and protect 800 unique forest species.

ATANINGA











Help secure forest in the Ataninga area and open it up to sustainable harvesting of forest produce. View on Google Maps...

£35.00 per 1/2 acre unit

Madeira



  • This area holds some of world's richest stores of forest carbon.
  • Cool Earth is securing forest once held by logging concessions and opening it up to rubber tappers and harvesters of forest produce.
  • By investing in sustainable local production, we are helping to price destruction out of the market.
  • For just £70 we will lock up 250 tons of carbon dioxide and protect 300 unique forest species

Help secure forest in the Madeira area and open it up to sustainable harvesting of forest produce.










View on Google Maps...

£35.00 per 1/2 acre uni

MATAUARA






Help secure forest in the Matauara area and open it up to sustainable harvesting of forest produce. View on Google Maps...

£35.00 per 1/2 acre unit

No. of units:

Matauara

  • This area holds some of world's richest stores of forest carbon.
  • Cool Earth is securing forest once held by logging concessions and opening it up to rubber tappers and harvesters of forest produce.
  • By investing in sustainable local production, we are helping to price destruction out of the market.
  • For just £70 we will lock up 250 tons of carbon dioxide and protect 300 unique forest species

TP-Tapajos Corridor

Each unit you buy secures protection for half an acre of endangered rainforest and keeps 130 tonnes of CO2 safely locked up.

The Brazilian State of Mato Grosso has seen some of the past decade's highest rates of deforestation. It is here that the savannah or cerrado meets the rainforest making it the true frontier of destruction. Working with Sir David Attenborough and Fauna and Flora International, Cool Earth is protecting rainforest in the proposed Teles Pires - Tapajos Corridor from logging and clearance for cattle ranching. This will help shield the Amazon rainforest to the north and keep living carbon where it belongs.

Helping to protect just half an acre puts a protective arm around some of the world's most valuable natural resources.

CRISTALINO






Help secure forest in Mato Grosso and open it up to sustainable harvesting of forest produce.

£45.00 per 1/2 acre unit

AWACACHI

Help secure forest in the Awacachi area and open it up to sustainable harvesting of forest produce. View on Google Maps...

£50.00 per 1/2 acre unit

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