Professores do Ceará enfrentam a PM em luta pela aplicação da Lei do Piso Nacional.




Professores em greve entram em confronto com a PM no Ceará

Em greve há 56 dias, os professores da rede estadual do Ceará, que estão acampados na Assembleia Legislativa do Ceará desde quarta-feira (28),  entraram em confronto, na manhã desta quinta-feira, com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, na Assembleia Legislativa do Estado. No confronto, duas pessoas ficaram feridas e quatro professores foram detidos.Este foi o quarto protesto realizado na Assembleia pelos professores somente no mês de setembro. Pela segunda vez, houve violência.

O confronto ocorreu quando os professores tentaram entrar no plenário e foram impedidos pelos PMs. Entre os que foram levados para a delegacia estão os professores Clésio Silva Mendes, 26; Laura Lobato, 53; e José Cláudio de Lima Monteiro, 49, que iniciaram ontem greve de fome e vigília nas dependências da assembleia.

O protesto é para pressionar pela retirada de pauta de projeto de lei enviado pelo Governador do Estado, Cid Gomes (PPS), que define o plano de cargos, carreiras e salários da categoria.

O presidente do Sindicado dos professores, Anízio Melo, disse que o clima é muito tenso no local e que ficou dentro de uma sala, junto com outros membros da comissão de negociação, para não ser retirado do prédio, cujas galerias e pátio estão ocupados pelos grevistas.

Melo disse que a nova proposta do governador prejudica e traz perdas para os professores, que querem a aplicação da Lei do Piso Nacional da categoria. Conforme ele, pelo menos 60% dos professores do Estado estão em greve e cerca de 250 mil alunos sem aulas.

Os professores e Governo do Estado chegaram perto de um acordo, mas retrocederam porque o projeto não atendeu as reivindicações do movimento. 
Professor ferido pela PM
  
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