PROFESSORES DE ALAGOAS ENFRENTAM O CAOS DO GOVERNO DE TÉO VILELA


Arapiraca recebe caravana da educação
Servidores e estudantes realizam ato público contra Governo do Estado

            “Educação na rua, governo a culpa é sua!” Com palavras de ordem como estas, uma caminhada tomou as ruas de Arapiraca na manhã desta segunda-feira (23). Organizada pelo Sinteal, a caravana da educação tem ido a cidades do interior esclarecer e mobilizar a população de todo o Estado em defesa de uma educação pública de qualidade.
            Além das (os) 150 servidoras (es) que saíram de Maceió, participaram da atividade trabalhadoras (es) dos núcleos de Santana do Ipanema, Traipu, Craíbas, Penedo, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios, Pão-de-açúcar, São Sebastião e Arapiraca. A presença massiva de estudantes também fortaleceu o ato. “Queremos estudar, mas o Téo não quer deixar” gritavam eles.
            A caminhada percorreu o centro de Arapiraca e fez uma parada em frente à 5ª Coordenadoria Regional de Ensino (CRE), representante local da Secretaria de Estado da Educação. No local, recebeu apoio da vereadora Graça Lisboa.
            Durante todo o percurso, foram feitas críticas ao descaso do Governo do Estado e à omissão do Secretário de Estado da Educação, que é professor arapiraquense, Rogério Teófilo.
            O ato se encerrou na praça da prefeitura, com professoras de Arapiraca dando depoimentos e repudiando a atitude do Governo ao microfone. A polícia militar acompanhou a atividade, dialogando de forma pacífica e sem interferir.
            A rede estadual de educação está em campanha salarial, em busca de melhores condições de trabalho e de uma carreira valorizada. A proposta apresentada pelo governo, de 5.91% não repõe as perdas de mais de quatro anos sem reajuste. A campanha também denuncia o abandono das escolas, que estão cada vez mais sucateadas. Além, disso reivindica, entre outras coisas, direitos que não tem sido respeitados, como aplicação das progressões, previstas no Plano de Cargos e Carreiras.
Apesar de afirmar estar aberto a negociações, o Governo do Estado só se comunica com a classe trabalhadora através da imprensa, sempre fazendo ameaças ou desqualificando o movimento, como foi o caso da gargalhada que o governador soltou quando foi perguntado sobre o reajuste dos servidores.





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