REAÇÃO DA SOCIEDADE PROMOVE A LIBERTAÇÃO DE PRESOS POLÍTICOS

Os irmãos Yuri e Gabriela, no momento em que saíam da prisão

O desembargador Claudio Luis Braga Dell'orto, do Tribunal de Justiça do Rio, determinou na manhã de ontem a libertação de 12 dos 13 militantes presos em flagrante durante uma manifestação em frente ao Consulado Americano, no Centro do Rio, na noite de sexta-feira. Entre os prisioneiros estava o menor João Pedro Acioly, estudante do Colégio Pedro II. Maria de Lourdes Pereira da Silva, de 69 anos, já havia sido liberada no domingo, por um habeas-corpus.

Maria de Lourdes é personagem folclórica no Rio. Conhecida como Vovó Tricolor, costuma passear por Copacabana, levando um galo pela coleira, vestida com o uniforme do Fluminense. "Ela não é militante política. Passava na hora pela Avenida Rio Branco e decidiu aderir à manifestação, o que mostra a arbitrariedade das prisões", afirmou o deputado federal Chico Alencar (PSOL).

Maria de Lourdes ficou presa com a professora Pâmela Rossi e a universitária Gabriela Proença da Costa no presídio Bangu 8. Outros nove militantes do PSTU tiveram as cabeças raspadas no Presídio de Água Santa. As duas mulheres e os nove homens aguardavam a chegada do alvará de soltura até as 17 horas de hoje. Pela manhã, foi libertado o estudante J, de 16 anos, aluno do Colégio Pedro II. Ele ficou detido num centro de triagem para menores infratores.

Os manifestantes foram presos depois que um coquetel molotov foi lançado contra o Consulado Americano, ferindo levemente um segurança. O PSTU e o PSOL negam que o artefato tenha sido lançado pelos seus militantes. "O consulado tem todo um aparato de segurança que inclui câmeras instaladas. Desafio que apresentem alguma imagem dos nossos militantes jogando o coquetel", afirmou Cyro Garcia, presidente do PSTU.
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