Censura e terrorismo digital

Transcrevo matéria postada por meu amigo Marcelo Novaes em seu blog – NOTA DE RODAPÉ (http://notaderodape-marcelo-novaes.blogspot.com/2009/08/sobre-catabolitos-e-senado-federal.html). O que aconteceu com ele expressa muito bem como a perspectiva fascista é hegemônica em nossa sociedade. Luta de Classes, ainda que não tenha nenhuma ilusão quanto ao atual processo eleitoral brasileiro e ao seu resultado nefasto, um congresso que nos enche de vergonha, solidariza-se com o justo repúdio à mediocridade e ao banditismo político que assaltaram a representação popular, anulando-a.

COMUNICADO IMPORTANTE: SOBRE VETO AO MEU REPÚDIO

Amigos,

Hoje temos a oportunidade de tornar esse ato infame (e cada ato infame de cada senador), legível (eis), em blogs e manifestações na mídia digital. Isso se torna mais necessário a se julgar por desmandos como os do "clã do Sarney" (com aval de um desembargador que, vendido, se apegou a alguma filigrana da lei) querendo censurar o Estadão, para que a Imprensa do Brasil se resuma ao que possa vigir no Estado do Maranhão, pela vontade do dito clã. Por essas e outras, aqui é uma espaço de manifestação. E mais: quando o Senador Fernando Collor diz que "aquela casa não irá se agachar à pressão da mídia para afastar Sarney", ele está dando sua própria versão para o "estamos nos lixando para a verdade, ou para os fatos, ou para a opinião pública", fala recorrente nos dias de hoje. Lembro ao Collor, que ele não só se agachou mas "dobrou sua altaneira cerviz" e "saiu de fininho" da Presidência da República (por "improbidade administrativa", "malversação do dinheiro público" e outros eufemismos para simples "locupletação e ladroeira", bem caracterizados pelo agravante da "formação de quadrilha"...), pela mesma pressão da opinião pública que ele finge ignorar. Quando as mobilizações se alastrarem, aquela "Casa" passa a prestar atenção ao que se passa no mundo aqui de fora, não-palaciano. A propósito, mandei esta minha mensagem aos senadores da República, a cada um em particular, inclusive aos senhores supracitados, nobres, semi-nobres ou ignóbeis. Existe um canal aberto com tais mandatários escolhidos por voto. Pergunto: por que não utilizar mais e melhor tal canal de comunicação-pressão?! Demos a estes senhores notícias do mundo cá de fora... E que esse repúdio se torne patente, até virar notícia incontornável, a despeito de alguns maus desembargadores.

Como mandei a postagem abaixo ao Senado Federal, encerraram minha conta do Google, para Investigação. Não tenho mais acesso aos meus blogs. Peço aos meus seguidores que alastrem meu ato de desagravo e mandem seus e-mails diretamente ao Senado Federal, a cada Senador. Uma coisa é ter coragem, outra bem diversa é fingir tê-la. Os blogs já têm material suficiente para serem lidos por vocês. A co-administradora de meus blogs fará subir uma mensagem por dia, no caso do Lugar e do Prosas Poéticas. Os demais blogs aguardarão a normalização dos fatos, se houver. Espero de cada seguidor dos blogs a altivez e brio requeridos nessa hora.





SOBRE CATABÓLITOS E SENADO FEDERAL

Hoje, tivemos oportunidade de assistir a mais um ato do espetáculo farsesco, espúrio, sub-circense daquele baixo circo que ainda chamamos nosso Senado da República. Por certo, alguns dos muitos salafrários que ali estão, se beneficiam de outros tantos que agiriam como eles se lá estivessem. Possuem seus currais eleitorais, nome este de todo bem medido e bem ajustado ao contingente de pessoas que a eles se rendem em seus respectivos estados. E que se locupletariam como eles, se lá estivessem. Corja inquestionável. Ambos os lados da moeda. Não há só desinformação, mas deformação. Heloísa Helena nunca seria popular, porque a maioria não teria seu comportamento ético se alçada a seu cargo. Podem ter certeza disso.

Hoje, aquele baixo circo exibiu trechos de um bate-boca entre Pedro Simon, Renan Calheiros e Fernando Collor de Melo. Os dois últimos ainda não estão alijados da política, exclusivamente pelas razões acima apontadas (corjas e currais). Deveriam estar, há tempos. A distância que separa um senador Pedro Simon, ou um Cristovam Buarque de Renan ou Collor se mede em anos-luz, malgrado as deficiências institucionais daquela “Casa”. Ainda medem-se os homens, individualmente. E quanto ao fato de Collor se atrever, arrogantemente, a mandar o respeitável senador “engolir” e “digerir” seu nome, e “fazer o que quiser” com essa sugestão, seria desnecessário avisar ao ex-presidente cassado que seu nome na Política Brasileira, como o de vários de seus pares, só não foi expelido daquela “Casa”, catabólitos que são, justamente pela existência dos currais que os patrocinam. Repasse essa mensagem a todos blogs que estiverem dispostos a este ato de desagravo. Há lixo não reciclável, lamentavelmente.

Marcelo Novaes
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