PM provoca tumulto e violência na UNIFESP Guarulhos!

Por Rafael Gomes Penelas
 
Na noite da última quinta-feira, 14 de junho, um grupo de estudantes realizou uma manifestação em frente à diretoria acadêmica no campus de Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), após a realização de uma assembléia intercampi, exigindo que o diretor acadêmico do campus, Marcos Cezar de Freitas, falasse com os estudantes e atendesse suas reivindicações de melhorias na universidade e fim da repressão ao movimento estudantil.

Após cerca de meia hora de protesto, duas viaturas da Polícia Militar, que foram chamadas por Marcos Cezar, chegaram ao local e foram recebidos com as palavras de ordem: “Facistas, racistas, não passarão! e “Que vergonha, que vergonha deve ser, reprimir trabalhador para ter o que comer. As tradicionais pichações de incentivo à luta e contra a repressão policial foram escritas nos muros.

Relatos dos manifestantes e um vídeo dão conta de que os PMs desceram das viaturas com armas em punho e uma bolsa com bombas de gás lacrimogêneo. Os policiais teriam feito um cordão para escoltar Marcos Cezar para fora da diretoria acadêmica. Num instante, uma estudante foi imobilizada e levada para o camburão. Teve início o confronto. A polícia atirou bombas e balas de borracha indiscriminadamente.

Cerca de 27 estudantes foram detidos e conduzidos, em um ônibus da prefeitura de Guarulhos, até a Superintendência da Polícia Federal, na Lapa, zona Oeste de São Paulo, para prestar depoimento. Um estudante foi ferido com um tiro de bala de borracha no nariz e outra ficou com um ferimento na perna, tendo de ser levada ao pronto socorro. Outro grupo de manifestantes passou a madrugada em frente à sede da PF em solidariedade aos companheiros presos e exigindo sua liberação. Alguns detidos afirmam que foram levados para um terreno escuro e revistados por PMs que escondiam suas identificações.

A polícia acusa os estudantes de “quebrarem os vidros e objetos”,  sendo que o vídeo filmado por um dos manifestantes mostra claramente que foi a própria PM que iniciou a confusão. Segundo o portal g1, em artigo publicado no dia 15 de junho, um áudio revela que foi a própria universidade que acionou a polícia. Uma solicitante, em telefonema para a PM, disse: “Por gentiliza, vocês precisam acionar assim muito rápido o batalhão aqui de Guarulhos e mandar a polícia militar para cá, por favor”.

Fonte: Blog do jornal A Nova Democracia
 



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