OTAN E EUA AGRIDEM O PAQUISTÃO PELA ENÉSIMA VEZ E MATAM 28 SOLDADOS



O governo paquistanês protestou neste sábado contra os Estados Unidos e a OTAN pelo ataque de helicópteros aliados que matou 28 de seus soldados e deixou mais de dez feridos. "O primeiro-ministro Yousouf Raza Gilani condenou energicamente o ataque realizado pela Otan contra um posto militar paquistanês. Conforme as suas instruções, esta mensagem foi transmitida pelo ministério das Relações Exteriores à Otan e aos Estados Unidos nos termos mais fortes", afirmou a chancelaria em um comunicado.

Duas fontes militares disseram que 28 soldados foram mortos e 11 ficaram feridos no ataque à base Salala, que fica a cerca de 2,5 quilômetros da fronteira com o Afeganistão. "Começou por volta de meia-noite e durou três horas", acrescentou a fonte, que está perto do local onde os helicópteros da Otan invadiram o espaço aéreo paquistanês.

O Paquistão decidiu fechar a passagem de Khyber para bloquear as provisões para as forças internacionais desdobradas em solo afegão. 


Em 2010, o Paquistão fechou durante nove dias a principal rota para o Afeganistão após o ataque de um helicóptero da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), missão sob comando da Otan, que matou dois de seus soldados. Esta é uma das ferramentas de pressão das quais o país dispõe para enfrentar os EUA e a Otan. Pela estratégica passagem de Khyber circula quase metade das provisões para as tropas internacionais presentes no Afeganistão, segundo estimativas oficiais paquistaneses às quais a Efe teve acesso.

O trânsito aumentou durante os últimos anos na passagem de Chamán, que conecta a província paquistanesa de Baluchistão com a afegã de Kandahar, e também pela rota alternativa da Ásia Central. 

O Paquistão acusa com relativa frequência tanto as forças afegãs como as internacionais de atacarem suas posições na fronteira pela qual circulam a cada dia milhares de pessoas, mas o número de mortos no ataque de sexta-feira à noite não tem precedentes. As redes jihadistas e os grupos filiados à insurgência talibã buscam abrigo nas áreas tribais do Paquistão que fazem fronteira com o Afeganistão, entre elas Mohmand, onde aconteceu o último ataque. 

Com informações da AFP, EFE e Reuters.
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