Piso Nacional dos professores pode ser rebaixado com o apoio da CUT e CNTE



09-12-2012 11:05

Tese de rebaixamento foi defendida pelo dirigente nacional Heleno Araújo, no Congresso do Sinte-Pi


Profa. Odeni, à esquerda; Prof. Heleno, centro e profa. Paulina, direita
Nos dias 05, 06 e 07 deste mês ocorreu o XII Congresso do Sinte-Pi, em Teresina. Durante os debates sobre financiamento da Educação, o dirigente nacional da CNTE e CUT, professor Heleno Araújo (foto, centro), defendeu de forma explícita o rebaixamento da correção do Piso Nacional do Magistério. Tal proposta foi aplaudida pela direção do sindicato e por centenas de delegados que participaram desse Evento sob as rígidas orientações da professora Odeni de Jesus (à esquerda na foto) e do prof. Manoel Rodrigues, ambos experientes quadros cutistas.


Entenda um pouco mais

Desde 2009, governadores e prefeitos lutam para modificar a forma de correção do Piso Nacional, que ainda é pelo custo-aluno, com previsão de 21% de reajuste para 2013. Esses gestores, todos aliados do governo federal, querem que o Piso seja corrigido de forma rebaixada apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor-INPC, em torno de 4% anuais. Agora recentemente, o STF negou mais uma vez esse tipo de política vinda de seis governadores, dentre os quais o do Piauí (Wilson Martins/PSB) e liderados por Tarso Genro/PT, Rio Grande do Sul.

A absurda proposta da CNTE e CUT

Embora com o apoio até do Supremo Tribunal Federal e com o enorme potencial de mobilização dos professores em todo o país, CNTE e CUT defendem uma espécie de "Plano B" de rebaixamento do Piso. A ideia é que, em vez dos 21% previstos para 2013, a correção se dê pelo INPC (os 4% anuais) acrescidos de apenas 50% da correção do custo-aluno já prevista para 2013. Ou seja, esquece-se os 21% e defende-se aproximadamente 14,5%, que é a soma dos 4% com a metade de 21%, 10,5%. Um golpe, em nossa opinião.

Desculpas não colam, professores não podem aceitar

Não há justificativas reais para que se aceite tal rebaixamento, como a CUT e CNTE querem vender. O Brasil é hoje a sexta economia mundial, com um Orçamento previsto para 2013 na casa dos 2,14 trilhões de reais. O problema é que investe menos de 5% do seu PIB em Educação e continua a doar bilhões para a agiotagem da dívida pública. Para o próximo ano, Dilma já anunciou R$ 900 bi para esse fim. Ou seja, para a enorme área da Educação, menos de R$ 100 bi. Para meia dúzia de banqueiros, quase dez vezes mais.

Greve Nacional

A CNTE e a CUT deveriam era chamar uma greve nacional pela manutenção do Piso tal como foi aprovado em 2008. Apresentar "Plano B" de rebaixamento não passa de golpe e traição. Os professores não podem aceitar!

Imagem de alguns delegados e delegadas que apoiaram a direção do Sinte-PI e suas estranhas teses de rebaixamento das lutas da categoria




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