20 anos do massacre de Corumbiara




20 anos da Heroica Resistência de Corumbiara
5 anos da Retomada e Corte Popular da fazenda Santa Elina
Convite aos camponeses, estudantes, professores, trabalhadores das cidades, pequenos e médios comerciantes, médios proprietários e pessoas democratas.
Nos dias 8 e 9 de agosto vai acontecer uma grande Celebração dos 20 anos da Heroica Resistência Camponesa de Corumbiara, conhecida como Massacre de Corumbiara, um dos fatos mais graves da história do Brasil. Também completa-se 5 anos da Retomada e Corte Popular de grande parte da fazenda Santa Elina por famílias organizadas pela LCP. Uma grande vitória, o início do acerto de contas dos camponeses com o latifúndio na região.
Todos estão convidados! No sábado, pela manhã, ocorrerá uma manifestação em Corumbiara. Às 3 horas da tarde terá um ato e homenagem aos heróis do povo na área Renato Nathan. À noite haverá apresentação de quadrilha e um baile. No domingo, pela manhã, ocorrerá um torneio de futebol e churrasco. À tarde terão brincadeiras com as crianças e um bingo.
É um momento importante para avaliarmos a situação do país, do sistema latifundiário e da luta camponesa nas últimas duas décadas. Seguimos no mesmo sistema capitalista burocrático, regime onde o latifúndio, a grande burguesia e o imperialismo, especialmente os Estados Unidos exploram nossas riquezas naturais e o trabalho de operários e camponeses, da pequena e média burguesia. Hoje, este sistema enfrenta uma crise econômica, política, cultural e moral gravíssima.
Nos quatro cantos do país o povo tem se levantando em lutas combativas e independentes por seus direitos, expulsando lideranças eleitoreiras e oportunistas. Quando a opressão das classes dominantes aumenta, cresce também a resistência do povo. E os 12 anos de gerenciamento do PT ajudou a provar que eleição não muda nada.
Nos últimos 20 anos o latifúndio aprofundou sua dominação com apoio total dos governos. É o que existe de mais atrasado no país, ocupam quase 80% das terras, produzem só para exportação, empregam apenas 25% da mão de obra no campo e apesar disto ficam com quase 90% do crédito rural do governo. Apesar dos camponeses produzirem 70% do alimento que chega na mesa do brasileiro, Lula/Dilma/PT paralisou a reforma agrária, já falida, fazendo aumentar a concentração da propriedade da terra. Dilma tem o vergonhoso título de presidente que menos assentou famílias, desde o gerenciamento militar. Também cresceu a violência contra os camponeses, despejos violentos, prisões, ameaças, sequestro, torturas e desaparecimentos, cometidos pelo latifúndio e seus bandos de pistoleiros, apoiados por tropas da PM, Polícia Federal, Força Nacional e até do Exército. Desde a Resistência de Corumbiara, ano após ano cresceu o número de lideranças camponesas assassinadas.
Os latifundiários planejaram o massacre em 1995 com o objetivo de aterrorizar os camponeses para nunca mais ousarem lutar pelo direito à terra. Mas foi em vão. Trabalhadores da cidade e do campo se uniram, apoiaram e tiraram importantes lições. As tomadas de terra continuaram, com mais organização e mais preparação, movimentos camponeses combativos, como a LCP, cresceram e enraizaram nos rincões do Brasil.
A pequena Vanessa, Sérgio Rodrigues e todo os combatentes de Corumbiara são heróis do povo brasileiro, assim como Zé Bentão, Renato Nathan, Cleomar Rodrigues, Paulo Justino e tantos outros líderes assassinados por lutarem por terra para quem nela trabalha. Eles seguem vivos nos corações e mentes dos bravos camponeses que trilham o caminho da Revolução Agrária: tomam terras do latifúndio, cortam por conta e distribuem os lotes entre si, produzem de forma cada vez mais cooperada e decidem coletivamente, em Assembleias Populares, tudo o que lhes diz respeito. Este é o início de uma grande revolução que vai mudar verdadeiramente o país, conquistar os direitos do povo, justiça e uma verdadeira democracia.
Os camponeses querem terra, não repressão!
Viva os heróicos combatentes de Corumbiara!
Viva a Revolução Agrária!
LCP – Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental

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