Free Assange!



Tradução livre do Discurso de Julian Assange por Leila Brito (19/08 - 10.10hrs) - Revisado

Estou aqui, porque não possso estar mais perto de vocês.


Muito obrigado por estarem aqui!


Obrigado pela sua decisão, e toda a sua generosidade de espírito.


Na noite de quarta, após uma ameça ter sido enviada a esta embaixada, e a polícia ter descido no prédio, vocês vieram no meio da noite para vigiar isto, e vocês trouxeram os olhares do mundo com vocês.


Dentro da embaixada, na escuridão, eu podia ouvir equipes de policiais entrando no prédio pela saída de incêndios interna.


Mas eu sabia que haveria testemunhas.


E tudo graças a vocês.


Se o governo britânico não jogou fora o Tratado de Viena na outra noite, isto foi porque o mundo estava olhando.


E o mundo estava olhando porque vocês estavam olhando.


A próxima vez que alguém dizer para vocês que é sem sentido defender os direitos que nos preza, lembre-os da sua vigilia na escuridão diante da embaixada de Equador, e como, na manhã, o sol saiu em um mundo diferente, e uma corajosa nação latinoamericana tomou uma postura pela justiça.


E então, obrigada para essas bravas pessoas.


Agradeço ao Presidente Correa pela coragem que ele mostrou, considerando e garantindo o meu asilo politico.


E assim devo agradecer ao governo, e ao chanceler Ricardo Patiño, que mantiveram a Constituição equatoriana e seus termos sobre direitos universais em consideração ao meu caso.


E a toda a população equatoriana por me apoiar e defender sua Constituição.


E tenho uma dívida de gratidão com a equipe desta embaixada, cujas famílias moram em Londres, e mostraram hospitalidade e carinho, ignorando as ameaças que receberam.


Esta sexta haverá uma reunião de emergência dos chanceleres de América Latina em Washington para discutir esta situação.


E estou muito agradecido às pessoas e governos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México, Nicaragua, Argentina, Peru, Venezuela, e a todos os outros paises Latinoamericanos que vieram defender o direito de asilo.


As pessoas dos Estados Unidos, do Reino Unido, Suécia e Austrália, que me apoiaram em massa, mesmo quando seus governos não o fizeram. E aos mais sábios que estão no poder, e que ainda estão lutando pela justiça. Seu dia virá.


À equipe, apoiadores e fontes de Wikileaks cuja coragem e comprometimento e lealdade não tem igual.


À minha familia e filhos aos quais foram negados a presença do pai. Me desculpem. Nos reuniremos em breve.


Enquanto Wikileaks esteja sob ameaça, assim estará a liberade de expressão e a saúde de nossas sociedades.


Nós devemos usar este momento, para articular esta escolha que foi do governo dos Estados Unidos de América.


Eles voltarão atrás e reafirmarão os valores sob os quais foram fundandos?


Ou eles balançarão no precipício, nos puxando em um mundo perigoso e opressivo, onde jornalistas se calam diante do medo de perseguição e cidadãos devem susurrar na escuridão?


Eu digo que devem voltar atrás.


Eu peço ao presidente Obama que faça a coisa certa.


Os Estados Unidos devem fazer a coisa certa.


Os Estados Unidos devem renunciar à caça às bruxas contra Wikileaks.


Os Estados Unidos devem dissolver a investigação do FBI.


Os Estados Unidos devem prometer que não procurarão processar nossa equipe ou nossos apoiadores.


Os Estados Unidos devem prometer ao mundo que não caçarão jornalistas, por acenderem uma luz nos crimes secretos dos poderosos.


Não deve mais existir esse papo tolo de processar uma organização de mídia, seja essa o Wikileaks ou o The New York Times.


A guerra da administração dos EUA contra os denunciantes deve acabar.


Thomas Drake, William Binney e John Kirakoo e os outros heróicos denunciantes devem ser perdoados e compensados pelas dificuldades que eles enfrentaram como serventes do registro público.


E o soldado do exército que continua em uma prisão militar em Fort Leavenworth, Kansas, que foi imputado pela ONU para passar meses de detenção torturosa em Quantico, Virginia, e ainda espera um julgamento - após dois anos na prisão. Ele deve ser liberado.


E se Bradley Manning realmente fez o que ele está sendo acusado, ele é um herói, um exemplo para todos nós, e um dos mais importantes prisioneiros politicos.


Bradley Manning deve ser liberado.


Na quarta, Bradley Manning passou seu 815° dia na prisão sem julgamento. O máximo permitido pela lei é 120 dias.


Na quinta, meu amigo, Nabeel Bajab foi sentençado a 3 dias por um tweet.


Na sexta, uma banda russa foi sentenciada por 2 anos por uma perfomance política.


Há uma unidade na opressão.


Deve haver unidade e determinação na resposta.
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