MANIFESTAÇÃO EXIGE A LIBERTAÇÃO DE WANDERSON E FLÁVIA



Escrito por Resistência Camponesa

Qua, 17 de Fevereiro de 2010

No dia 08 de fevereiro, ocorreu na cidade de Manga no norte de Minas Gerais, uma grande manifestação em solidariedade a Wanderson e Flávia, que continuam presos, apesar de serem réus primários, terem residência fixa, serem conhecidos como trabalhadores e professores do movimento camponês, pois tiveram o pedido de liberdade provisório negado pela juíza de Manga, Maria Beatriz da Costa Biassutti.

A manifestação, organizada pela Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia, contou com mais de 400 participantes, a maioria camponeses representando todas as áreas do Norte de Minas, além de representantes da Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres, Liga Operária, Abrapo – Associação Brasileira de Advogados do Povo, Cebraspo – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos, STICCBH – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Belo Horizonte, Escola Popular, CALC - Comitê de Apoio a Luta Camponesa de Montes Claros, Núcleo Prô-Liga Operária de Montes Claros, Movimento Estudantil Popular Revolucionário.

Na concentração, os camponeses se cumprimentavam, tendo a confirmação de que não estavam sós, que era hora de lutar por aqueles que centenas de vezes deram demonstrações que defendem os camponeses e a justa luta pela conquista da terra.



Na manifestação os camponeses se organizaram em colunas e entoaram hinos e canções de luta. Também gritaram consignas como “Liberdade já, para os nossos companheiros!”, “O povo quer terra e não repressão!”, entre tantas outras.

Nas ruas de Manga, os manifestantes distribuíram panfletos e realizaram paradas no Mercado municipal, na Prefeitura, na Delegacia e no Fórum. As intervenções manifestaram a solidariedade dos camponeses, amigos, familiares, apoiadores e simpatizantes.

Em frente a Delegacia, foi lida uma mensagem para Wanderson, que era repetida pelos manifesatantes.




Dentro da Delegacia, que se encontrava toda fechada e a entrada protegida por um pequeno efetivo de policiais, silêncio total, os presos ficaram em silêncio, os agentes desligaram todos os aparelhos que pudessem produzir ruídos e atrapalhar a audição da manifestação. Wanderson e os demais presos vibraram ao ouvir as palavras de apoio.

Após a manifestação, todos os participantes saíram com a tarefa de panfletar a sua área e sua região continuando a denuncia do absurdo que se tornou a prisão de Wanderson e Flávia e foi montada uma comissão formada por representantes da Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres, do Cebraspo, do Abrapo, da Liga Operária, do CALC, do STICCBH e do advogado com a finalidade de realizar uma visita aos dois camponeses presos.
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