POLÍTICA DE OBAMA PARA A AMÉRICA DO SUL



QUANDO O DIFERENTE É O MESMO


Passada a euforia promovida pela mídia com a eleição do primeiro presidente negro (ou afrodescendente, conforme o vocabulário do Departamento de Estado do Grande Irmão, adotado no Brasil pelos bolsistas financiados pela Fundação Rockfeller)e com a consequente volta do Partido Democrata ao poder, podemos observar que a prática não corresponde às expectativas geradas, provavelmente superdimensionadas pelo desastroso período Bush.

Se por um lado, no plano econômico, Obama financia o fraudulento sistema bancário norte-americano, valendo-se de recursos do contribuinte para recuperar um sistema que aparentemente nada aprendeu com a crise, socorrendo criminosos especializados na montagem da falsa ilusão de prosperidade, as bolhas sobre as quais flutua a face contemporânea do capital, por outro lado, mantém a mesma política de governos passados em relaçao à América do Sul, subordinando-a aos interesses comerciais e financeiros dos Estados Unidos. A prova maior disso é o atual processo de uso de bases militares colombianas.

A justificativa apresentada para tal medida, vista como ato de soberania colombiana, não convence. Não esconde a preocupação com a perda da influência política de Washington na região e, consequentemente, revela os temores com a perda de mercados e do livre e baratíssimo acesso às riquezas dos países sul-americanos, mais especificamente ao petróleo, à amazônia, às reservas de água e às jazidas de minérios usados na indústria bélica.

A posição estratégica da Colômbia e a ressurreição da IV Frota são lances de um mesmo jogo, no qual as mesmas intenções pacíficas formam uma mambembe cortina de fumaça. O gesto da diplomacia de Obama é claro: aterrorizar, marcar terreno, revelar quem manda nessa parte do mundo. Em suma, trata-se da velha tática: quem não reza pela cartilha ianque pertence ao eixo do mal, deve ser visto como barbudo, comunista, terrorista, demônio e, se não puder ser neutralizado, deverá ser eliminado.


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Localização das instalações

Ao transferir as suas bases do Equador Para a Colômbia, os norte-americanos pretendem aproveitar as vantagens das instalações das forças armadas da Colômbia, aproveitando também o facto de aquele país ter saída para o Pacífico e para o Mar das Caraíbas.

Todas as instalações que serão utilizadas encontram-se no centro e no noroeste do país. Essas instalações não se encontram junto s qualquer fronteira e a maior proximidade é entre a base de Larandia e a fronteira com o Equador (150km). Esta base também é a instalação mais próxima do Peru (170km). Em termos de distância, a base mais próxima da Venezuela é a de Malambo (210km). A base mais próxima do Brasil, também é Larandia, que fica a 600km da fronteira brasileira.


Assim, as sete instalações militares são as seguintes:

Bases navais: Aproveitando a particularidade de a Colômbia ter costa para dois ocenos:

Base naval de Cartagena

A principal base da marinha da Colômbia situa-se na costa do mar das Caraíbas. Estão ali as principais instalações navais e de suporte da marinha do país e os principais navios da esquadra.

Base naval de Buenaventura

Esta base fica situada na baía de Buenaventura e é a maior instalação naval Colombiana na costa do Pacífico. A base não tem o mesmo tipo de condições que a base de Cartagena e é utilizada pelos fuzileiros navais.


Duas bases do exército poderão ser utilizadas. Uma delas tem grandes dimensões e uma pista que pode servir para aeronaves de trasnporte pesado. A outra é uma base avançada mais próximo da Amazónia. As duas têm vastas possibilidades para criação de novas instalações de apoio.

Base do exército colombiano em Tolemaida, Cundinamarca

É a mais moderna e também a principal base operacional do exército colombiano. É a sede da sua força de reação rápida e é utilizada também para a luta contra o narco-tráfico.
A partir desta base operam helicópteros e aeronaves do exército. Dispõe de uma pista com cerca de 2.800m de comprimento.

Base do exército colombiano em Larandia

Esta base situa-se no Centro-sul da Colômbia, na região de Caquetá, com alguma proximidade com a fronteira com o Equador (150km) e com o Peru (170km).
A base possui uma pista de 1700m de comprimento, embora não esteja preparada para grandes aeronaves. Estão ali baseados vários helicópteros de ataque e transporte.

As bases aéreas são três. Uma delas é também um aeroporto covil (cidade de Cartagena). A principal é a base de Puerto Salgar e uma terceira base a sul de Bogotá pode ser utilizada para operações de vigilância.

Base aérea de Puerto Salgar

Também conhecida como base de «Palenquero» é a base mais importante da força aérea colombiana. Ali estão alguns dos meios aéreos de combate mais sofisticados, como é o caso dos Mirage/Kfir. Tem uma pista com 3.000m de comprimento e espaço suficiente para extensão das suas capacidades.

Base aérea de Malambo (CAC-4)

Situa-se no norte da Colômbia na costa do mar das Caraíbas e é a base nr. 4 do Comando Aéreo de Combate (CAC-4). Utiliza a mesma pista do aeroporto civil da cidade de Barranquilha. Estão ali baseadas aeronaves especializadas em ataque ao solo, como o Supertucano.

Base aérea de Villavicencio / Apiay

Esta base aérea na região central da Colômbia situa-se a leste de Bogotá, na cidade de Villavicencio. É conhecida como CAC-2, possui uma pista de 2.500 metros situada a 350m de altitude e é utilizada como base para aeronaves ligeiras de ataque como o Supertucano. Esta base fica situada a 100km a sudeste de Bogotá, que é uma cidade com uma altitude média de 2.500m.

Fonte: www.areamilitar.net
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