AÇÃO TERRORISTA DA PM DO RJ CONTRA OS SEM-TETO

 


Passada a farsa eleitoral, as autoridades revelam as suas reais preocupações com as necessidades da população mais carente: mandam a PM agredir manifestantes que apenas defendiam os direitos de cidadania dos sem-teto. A agressão injustificada torna-se mais hedionda ao se comprovar que não havia nenhuma legalidade na ação policial. 

Ontem, dia 13/12/2010, manifestantes que tentavam impedir a ação de remoção de 50 famílias de sem-teto que ocupavam um prédio do INSS, na Av. Mem de Sá, foram agredidos com spray de primenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha, numa atitude que revela a não existência de qualquer diferença para os pobres entre a ação policial da ditadura civil-militar e a da atual  plutocracia.  A ação desastrosa da PM, comandada pelo inepto e descontrolado Ten. Ortega, do 13º BPM, como observou a defensora pública do estado Adriana Britto, foi desproporcional à natureza pacífica do protesto. A PM, inclusive, agrediu a defensora com spray de pimenta, numa demonstração de completo descontrole. 

Resultado da ação dos vândalos policiais: um estudante ferido e sete pessoas sequestradas, já que não se pode falar em prisão quando uma ação é claramente ilegal.

Para André Ordagy, representante da Defensoria Pública da União, era necessária uma ordem judicial que autorizasse o despejo das famílias. A ausência de tal documento confere à ação policial o caráter de ato terrorista, ação criminosa praticada à margem da lei.

O INSS é um dos principais proprietários urbanos de prédios no Rio. A  maior parte deles encontra-se desocupado há muito tempo, sem cumprir qualquer função social. Na Praça Mauá, situa-se a Ocupação Zumbi dos Palmares, onde desde 2005 vivem mais de 120 famílias num prédio do INSS que estava abandonado há mais de 20 anos. Os moradores da Zumbi receberam, semana passada, notificação de despejo, decorrente de ação de reintegração movida pelo INSS, e estão ameaçadas de ser postas na rua à força no dia 09/01/2011.

Convocamos todas e todos a solidarizarem-se com a ocupação da Mem de Sá, e a se juntarem na luta por moradia digna, contra os latifúndios urbanos como o INSS, e para que todos os prédios públicos desocupados sejam transformados em projetos de habitação popular nas cidades do Brasil.

Zantonc


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